quarta-feira, 13 de março de 2013

Sete sinais de que sua relação com a comida se tornou compulsão alimentar


Você é do tipo que se limita a consumir apenas o que coloca no prato ou não resiste a beliscar o que sobrou na mesa ou mesmo repetir a refeição? Quando percebe que está comendo demais consegue fechar a boca imediatamente ou passa a comer longe dos outros para não repararem? A maneira como um indivíduo lida com a comida pode denunciar que ele se tornou vítima de um transtorno alimentar chamado compulsão alimentar. Embora a maior parte das pessoas esteja sujeita a episódios esporádicos de gula, a forma como eles são encarados e suas consequências podem indicar a necessidade de buscar ajuda.

Segundo o psiquiatra Adriano Segal, responsável pelo departamento de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Abeso, há duas principais definições de compulsão alimentar. A princípio, ela pode ser entendida como um episódio de descontrole, em que são consumidas grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle sobre o quanto se come. Em casos mais graves, ela recebe o nome de Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, quadro que apresenta as características descritas anteriormente, mas com mais frequência e, além disso, gera desconforto. Para entender se você sobre do problema, veja se você se identifica com as situações abaixo descritas:

Comer escondido - Foto Getty Images

Comer escondido

"Comer escondido é uma tentativa de fugir do julgamento alheio e até próprio", explica a psicóloga clínica Marisa de Abreu, de São Paulo. Desta maneira, o indivíduo busca fugir de críticas quanto à qualidade do que ingere e a velocidade com que o faz. Não confunda o hábito com um estado de sonambulismo, em que a pessoa come de madrugada, mas não se recorda de o ter feito. Neste caso, o isolamento é premeditado por vergonha da dificuldade de autocontrole.

Comer rápido - Foto Getty Images

Comer rápido

Consumir os alimentos com rapidez é um quesito que faz parte dos critérios para diagnóstico da compulsão alimentar. "Embora a origem do hábito possa ser interpretada de várias maneiras, uma coisa é certa: quem come rápido tende a comer mais", aponta o psiquiatra Adriano. Isso acontece porque a sinalização da saciedade decorrente da liberação de determinados hormônios demora algum tempo para acontecer. Quanto mais rápido uma pessoa comer, portanto, mais comida ela irá ingerir até que se sinta saciada.
Comer sem estar com fome - Foto Getty Images

Comer sem estar com fome

"O ato de comer nem sempre tem relação com a fome para quem sofre de compulsão alimentar", explica a psicóloga Marisa. Nesses casos, inclusive, é mais comum que a pessoa prefira consumir alimentos ricos em gorduras e carboidratos simples. Frituras, bolos, doces, fast food, ganham espaço. A comida deixa de funcionar como um combustível necessário para as funções vitais do organismo e passa a ser apenas fonte de prazer.

Comer até se sentir mal - Foto Getty Images

Comer até se sentir mal

"O desconforto pelo consumo excessivo de alimentos acontece por conta da distensão gástrica sofrida pelo estômago", alerta o psiquiatra Adriano. O exagero, por sua vez, costuma ser decorrente da rápida ingestão de comida. Além disso, o indivíduo não come muito mais por satisfação emocional do que por necessidade física.
Estar sempre comendo - Foto Getty Images

Estar sempre comendo

Quem sofre de compulsão alimentar pode sentir necessidade de comer com mais frequência, já que a falta de comida cria um vazio emocional. "A sensação pode até ser a de fome, mas seu corpo não precisa de comida", aponta a psicóloga Marisa. Desta maneira, ele repete refeições e costuma estar sempre beliscando alguma guloseima.
Comer para se sentir emocionalmente bem - Foto Getty Images

Comer para se sentir emocionalmente bem

"Diante de situações que causem sentimentos negativos ou muito positivos, é comum que a pessoa com compulsão alimentar desencadeie um episódio de descontrole", afirma o psiquiatra Adriano. Segundo ele, isso neutraliza o sofrimento, mas também serve como forma de comemoração ou recompensa.
Sentir culpa após um episódio de descontrole - Foto Getty Images

Sentir culpa após um episódio de descontrole

A sensação de culpa após um episódio de descontrole diante da comida é consequência da percepção de uma atitude que o indivíduo reconhece estar errada e diante da qual se sente incapaz de mudar. Isso também é normal acontecer com pessoas que se submetem a umadieta muito restritiva. Em um dia colocam em risco semanas de dedicação.




segunda-feira, 11 de março de 2013

Cuide da saúde mental do seu filho no momento da separação


 Para grande parte das pessoas a separação é um momento de dor, ansiedade, tristeza, raiva... Mas, por outro lado, muita gente se sente aliviada ao dar adeus a momentos de tensão e sofrimento. Com tantos sentimentos envolvidos, alguns podem acabar se desesperando e partindo para todo tipo de comportamento, a fim de resolver as mágoas e decepções geradas pelo fim do relacionamento.
 Dependendo do contexto em que aconteceu a separação, dos motivos e dos sentimentos envolvidos, algumas pessoas acabam usando os filhos para se vingar, provocar e atacar o outro. Isso acontece numa tentativa de aliviar a própria dor. Mas, sem perceber, acabam usando recursos errados para isso.
Sabendo do quanto os filhos são importantes para o "ex", resolvem atingi-lo através deles, achando que levarão alguma vantagem com isso. Embora tenham uma grande preocupação com o bem-estar das crianças, acabam tendo atitudes que causam mais sofrimento ainda para elas. A guerra que já existia no casamento, continua após a separação. 

Ataque à saúde mental da criança

 Afinal por qual motivo o ex-casal está lutando? O que os pais precisam pensar é que nessa guerra não existe vencedor, apenas feridos. Se a briga é pelo amor da criança, precisam estar conscientes de que quanto mais tentarem usar a criança para atingir o outro, mais a criança perceberá e ficará com raiva dele. Por mais decepcionada que a criança esteja com os pais, ela se sente atingida toda vez que alguém fala mal de um deles para ela, mesmo que o conteúdo seja verdadeiro. É um abuso contra a criança fazê-la escutar xingamentos e depreciações sobre eles.
 Além disso, é um ataque ao psicológico da criança falar mal do pai ou da mãe para ela. A mensagem que é transmitida é que ela deve escolher um dos lados, ou o do pai ou o da mãe. Isso gera um conflito muito grande, pois ela fica dividida e confusa, sem saber de que lado ficar. Gera também bastante desconfiança, ficando sem um porto seguro em que realmente possa confiar.
 Toda criança precisa ter uma imagem dos pais internalizada. Essa imagem é construída a partir da sua própria percepção e não do que os adultos a induzem a pensar. É importante que as conclusões e julgamentos sobre os pais sejam feitos por ela mesma, à medida que ela vai se desenvolvendo e adquirindo uma maior capacidade de perceber e julgar a realidade.
 É preciso que cada pai e cada mãe pense que o melhor caminho para resolver os sentimentos que ficaram após a separação, é olhar para dentro de si e buscar os próprios recursos para enfrentar esses momentos. O amor próprio, o respeito por si e a aceitação dos próprios atos são excelentes recursos para começar a melhorar, a se sentir mais feliz e ajudar os filhos a atravessarem esse momento difícil. Que tal começar por aí?

Saiba superar cólicas, ganho de peso e a acne na adolescência

É por volta dos 11 a 13 anos que a menina passa a ter alterações que mudam o seu corpo para sempre. Os hormônios sexuais estão trabalhando a mil, os contornos começam a exibir um corpo de mulher e a primeira menstruação aparece. Junto a isso, há uma série de mudanças nem sempre muito agradáveis, como ganho de peso, cólicas, acnes e crescimento de pelos. Você sabe por que esses problemas acontecem na puberdade e como amenizá-los? Especialistas no assunto listam os sete maiores incômodos das adolescentes nos consultórios e orientam como lidar com cada um deles. Confira. 
Dificuldade para vestir uma calça jeans - Getty Images

Ganho de peso

Algumas meninas podem passar ilesas por esse problema se tiverem um estirão de crescimento na mesma fase da puberdade ou se não tiverem muita tendência a engordar. Mas, ainda assim, há grandes chances de aumento dos quadris, das pernas, mamas e até da barriga. "Meninas que estão acima do peso tendem a ganhar cerca de três vezes mais peso do que as que estão dentro do peso normal", conta a endocrinologista Cláudia Chang, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. 

Para evitar os quilos extras, vale apostar em hábitos saudáveis, como manter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente. Ter o acompanhamento de um médico também é importante para garantir que o aumento do peso está dentro do esperado para a fase da puberdade.

Menina com acne no rosto olhando no espelho - Getty Images

Acne

O rosto empipocado por cravos e espinhas está relacionado ao aumento dos hormônios sexuais da fase da puberdade, segundo explica a endocrinologia Cláudia. Um dermatologista poderá ajudar a lidar com a acne sem precisar passar vergonha durante a adolescência. Ele pode indicar tratamentos e irá orientá-la a manter alguns hábitos: lavar o rosto com sabonetes específicos para a sua pele, usar de protetor solar e fazer limpeza de pele e hidratação. Conheça os tratamentos para acne aqui. 

Menina fazendo depilação com lâmina - Getty Images

Aumento de pelo no corpo

Essa mudança representa um dos primeiros estágios da puberdade do adolescente. "O aumento de pelo está relacionado ao início do desenvolvimento sexual", explica Cláudia Chang. Para saber se você pode começar a fazer depilação, consulte uma dermatologista que irá analisar a sua necessidade de acordo com a sua idade. Pode ser muito cedo, por exemplo, para fazer uma depilação a laser. Métodos mais simples, como lâmina e cera, podem ser boas opções, já que os pelos ainda estão mais escassos. 
Menina medindo os seios e usando sutiã - Getty  Images

Aumento das mamas

"As mamas maiores também marcam o início do desenvolvimento sexual com alterações hormonais", conta Cláudia Chang. É hora de comprar o seu primeiro sutiã! Para que esse momento não vire um incômodo, prefira tecidos confortáveis - como algodão - e modelos que não apertam os seios demais. Confira oito passos para escolher o sutiã certo
Menina estressada com TPM - Getty  Images

Alterações de humor

As grandes variações dos hormônios sexuais dessa fase podem deixar as suas emoções à flor da pele. A famosa Tensão Pré-Menstrual (TPM) é a fase mais marcante, mas é possível amenizar com alguns cuidados. Uma pesquisa divulgada em fevereiro deste ano no American Journal of Epidemiology, por exemplo, apontou que mulheres com uma dieta rica em ferro têm de 30% a 40% menos risco de sofrer sintomas da TPM em comparação com as que consomem pequenas quantidades do mineral. 

Menina colocando absorvente na calcinha - Getty Images

Menstruação desregulada

"É normal um período de irregularidade de dois anos após a primeira menstruação", afirma a ginecologista e obstetra Denise Gomes, Diretora Médica da Plena Clínica. Segundo ela, toda a função hormonal comandada pelo cérebro e desencadeada pelos ovários pode levar algum tempo para amadurecer e deixar os ciclos menstruais regulares. 

Ainda é muito cedo para usar pílulas que regulam o ciclo menstrual. "É preferível aguardar o desenvolvimento natural de todo o sistema reprodutor feminino, já que não consideramos que esses ciclos irregulares logo no início sejam um problema", sugere a ginecologista.  
bolsa de água quente para cólica - Getty Images

Cólicas

Uma das mais indesejáveis alterações do corpo durante a puberdade, a cólica acontece pelo seguinte motivo: durante o ciclo menstrual, o útero prepara-se para uma gestação e a sua camada interna (chamada endométrio) se prolifera. "Na ausência de uma gravidez, essas células do endométrio precisam ser eliminadas para dar início a um novo ciclo e se descamam em forma de sangramento, que é a menstruação", explica a médica. Durante esse processo, há uma contração da musculatura do útero e uma inflamação da região, que se manifesta pela dor, ou seja, a cólica. 

Para combater esse problema, Denise permite o uso de medicação anti-inflamatória e antiespasmódica pela adolescente - mas sempre seguindo as recomendações de um ginecologista. Além disso, há hábitos que ajudam a aliviar as dores, como praticar atividade física regularmente, fazer bolsa de água quente na região e alimentar-se de maneira saudável, com opções ricas em vitaminas, cálcio (leite e lactícnios, brócolis e chia) magnésio (tomate, espinafre, aveia).  


Oito passos para escolher o sutiã certo

Quando tem uma noite especial em vista, você passa horas escolhendo o modelo que vai usar. No dia a dia, entretanto, o cuidado acaba ficando de lado e você mal repara na cor do sutiã que usa. O que falar das características como alças, bojo e faixa de sustentação então? Certamente passam despercebidas. Mas vale mudar de atitude, já que não é apenas o prejuízo estético que surge como consequência do desleixo na hora de escolher o melhor sutiã. "Também podem aparecer dor nas costas, arranhões, alergia e até prejuízos à circulação", conta a mastologista Mônica Travassos, diretora da Sociedade Brasileira de Mastologia. Veja a seguir como optar pela roupa íntima sem se arrepender depois. 
Mulher escolhendo um sutiã na loja - Foto Getty Images

Um tamanho para as costas, outro para os seios

Além dos números, que medem as costas, muitas marcas oferecem variação no tamanho das taças em A, B e C, de acordo com o tamanho dos seios propriamente ditos. "Isso traz mais conforto, por exemplo, para mulheres que têm as costas largas e os seios pequenos", conta o consultor de moda Gustavo Sarti, da Outlet Lingerie. "É possível comprar um modelo de número maior sem que haja folga de tecido ou espaço na frente". O mesmo vale para uma mulher com as costas estreitas e seios volumosos.  
mulher com coceira nas costas - Foto Getty Images

O melhor tecido

A mastologista Mônica Travassos conta que os sutiãs de algodão são sempre a melhor escolha, já que o tecido dificilmente causa reações alérgicas e deixa a pele respirar. "Existem alguns sutiãs de elastano que podem causar alergia na região mamária", conta a especialista. O melhor a fazer é experimentar diferentes tecidos e ver qual se adapta melhor a você, e então sempre optar por ele.  
mulher usando um sutiã com aros metálicos - Foto Getty Images

Aros metálicos

Os aros metálicos de sustentação oferecem um risco: podem romper a costura, machucando sua pele. Por isso, prefira marcas de boa qualidade que, além de acabamento reforçado, dispõem de pontas arredondadas, evitando que arranhões, furos e até cortes na pele da região dos seios, que é muito sensível.  
mulher fechando o sutiã - Foto Getty Images

Apertados demais

"Modelos com bojos e bolhas de enchimento são a melhor pedida para quem deseja aumentar os seios", conta o consultor Gustavo. Só não queira turbinar o efeito comprando um modelo mais apertado do que seu corpo pede. Com isso, além de sentir dores nas costas e nos ombros, você prejudica a circulação sanguínea (como acontece com roupas apertadas demais). A falta de oxigenação prejudica a pele, que envelhece mais cedo.  

Faixa no tórax

Você mal repara, mas é ela quem dá sustentação para os seus seios (as alças apenas mantêm o sutiã na posição adequada). Por isso, dê preferência a modelos mais reforçados e com uma faixa de tecido mais largo nesta região. Assim, você evita um erro comum: comprar um modelo apertado demais, achando que ele traz mais segurança.  
mulher vestindo um sutiã - Foto Getty Images

Alças no lugar certo

Nada de colocar as alças de qualquer jeito, posicionadas de qualquer maneira. A mastologista Mônica explica que elas devem fazer um triângulo de ponta cabeça, a partir dos ombros, onde a pontinha do triângulo é o fecho do sutiã. Manter o sutiã nessa posição vai garantir seios firmes sem prejudicar a coluna vertebral. 
mulher olhando o próprio armário - Foto Getty Images

Renove o armário

"Como qualquer outra peça íntima, os sutiãs devem ser repostos depois de certo tempo de uso", conta Mônica Travassos. Isso porque o uso contínuo deteriora a elasticidade da peça, o que prejudica a sustentação. O tempo de troca depende muito de quanto o sutiã foi usado, repare na sustentação que a peça está dando e não ultrapasse seis meses de uso.  
mulher correndo e usando um top - Foto Getty Images

Alças reforçadas para o esporte

O cuidado com as alças não vale apenas para as mulheres que têm seios volumosos. Mesmo que não seja o seu caso, prefira um modelo mais resistente na hora de praticar esportes. Isso porque, durante os movimentos, há risco de romper as fibras elásticas da região torácica. Isso aceleraria a flacidez dos seios.  







Acne


O que é Acne?

Sinônimos: Espinha
A acne é uma doença de pele que causa a formação de espinhas, cravos e lesões vermelhas inflamadas (pápulas, pústulas e cistos). Essas formações são normalmente chamadas de "espinhas".

Causas

A acne ocorre quando orifícios minúsculos na superfície da pele, chamados de poros, ficam obstruídos.
  • Cada poro é uma abertura para um folículo que contém um pelo e uma glândula sebácea. Essas glândulas sebáceas ajudam a lubrificar a pele e remover células mortas.
  • Quando as glândulas produzem muito óleo, os poros podem ficar bloqueados. Sujeira, resíduos, bactérias e células inflamatórias se acumulam. A obstrução é chamada de comedão.
  • O topo do comedão pode ser branco (espinha) ou preto (cravo).
  • Se o comedão romper, o material dentro do comedão causará inchaços e saliências vermelhas.
  • Se a inflamação for profunda, as espinhas podem aumentar a formar cistos firmes e dolorosos.
A acne é um problema causado por inchaço e inflamação, não um problema causado por bactérias.
A acne é mais comum em adolescentes, mas pode acontecer em qualquer idade, mesmo em bebês. Três de cada quatro adolescentes têm acne. As alterações hormonais possivelmente causam o aumento da oleosidade da pele. Entretanto, as pessoas entre 30 e 40 anos também podem ter acne.
A acne tende a atingir pessoas da mesma família e pode ser desencadeada por:
  • Alterações hormonais relacionadas a menstruação, gravidez, pílulas anticoncepcionais ou estresse
  • Produtos oleosos, cosméticos para os cabelos
  • Determinados medicamentos (como esteroides, testosterona, estrogeno e fenitoína)
  • Níveis altos de umidade e suor
Apesar da crença popular de que chocolate, frutas secas e alimentos gordurosos causem acne, as pesquisas realizadas até hoje não confirmam isso. No entanto, dietas ricas em açúcar refinado podem estar relacionadas à acne.

Exames

O médico pode diagnosticar a acne com base na aparência da pele. Geralmente nenhum exame é necessário.

Sintomas de Acne

A acne normalmente aparece no rosto e nos ombros, mas também pode ocorrer no tronco, braços, pernas e nádegas.
  • Cravos
  • Encrostação das erupções da pele
  • Cistos
  • Pústulas (pequenas saliências vermelhas)
  • Vermelhidão ao redor das erupções da pele
  • Cicatrizes
  • Espinhas

Buscando ajuda médica

Ligue para seu médico ou para um dermatologista se:
  • Os cuidados caseiros para acne e medicamentos vendidos sem receita não ajudarem após vários meses
  • A acne for grave (por exemplo, se você apresentar muita vermelhidão ao redor das espinhas ou tiver cistos)
  • Sua acne piorar
  • Você desenvolver cicatrizes conforme a acne diminui
Ligue para o pediatra se seu bebê tiver acne que não desaparece depois de 3 meses.

Tratamento de Acne

Autocuidado

Medidas que você pode adotar para ajudar a controlar a acne:
  • Limpe a pele suavemente com um sabonete neutro e hidratante. Retire toda a sujeira ou maquiagem. Lave o rosto uma ou duas vezes ao dia, inclusive após se exercitar. Entretanto, evite esfregar ou lavar a pele repetidamente.
  • Lave seus cabelos diariamente, principalmente se forem oleosos. Penteie os cabelos para trás ou prenda-os para que não fiquem no rosto.
O que você não deve fazer quando tiver acne:
  • Tente não espremer, apertar ou coçar as espinhas. Embora seja tentador, isso pode causar infecções e cicatrizes na pele.
  • Evite usar faixas apertadas, bonés e outros chapéus
  • Evite tocar no rosto com as mãos ou os dedos.
  • Evite cremes ou cosméticos oleosos. Retire a maquiagem à noite. Use fórmulas à base de água ou "não comedogênicas". Os produtos não comedogênicos já foram testados e provaram não obstruir os poros e causar acne.
Se esses cuidados não diminuírem as imperfeições, experimente os medicamentos contra acne vendidos sem receita médica. Esses produtos podem ser aplicados diretamente na pele.
  • Eles contêm peróxido de benzoíla, enxofre, resorcina ou ácido salicílico.
  • Eles matam as bactérias secando o óleo ou fazendo a primeira camada da pele descascar.
  • Podem causar vermelhidão ou descamação.
Um pouco de exposição ao sol pode melhorar a acne, mas, na maioria das vezes, apenas a camufla. Entretanto, a exposição excessiva à luz do sol ou aos raios ultravioletas não é recomendada porque ela aumenta o risco de câncer de pele.

Medicamentos controlados para acne

Se as espinhas ainda forem um problema, o médico poderá receitar medicamentos mais potentes e indicar outras opções.
Antibióticos podem ajudar algumas pessoas com acne:
  • Antibióticos orais (tomados como comprimidos), como tetraciclina, doxiciclina, minociclina, eritromicina, trimetoprima e amoxicilina
  • Antibióticos tópicos (aplicados na pele), como clindamicina, eritromicina ou dapsonea
Cremes ou géis aplicados na pele podem ser receitados:
  • Ácido retinoico em creme ou gel (tretinoína, RetinA)
  • Fórmulas manipuladas de peróxido de benzoíla, enxofre, resorcina ou ácido salicílico
  • Ácido azelaico tópico
Nas mulheres, a acne é causada ou agravada pelos hormônios:
  • Um comprimido chamada spironolactone pode ajudar
  • Anticoncepcionais podem ajudar em alguns casos, embora possam agravar a acne
Outros procedimentos ou tratamentos também podem ser úteis para combater a acne:
  • Um procedimento a laser chamado terapia fotodinâmica
  • O médico também pode recomendar um peeling químico, a remoção de cicatrizes por dermoabrasão, drenagem ou injeção de cortisona em cistos
As pessoas que têm acne cística ou cicatrizes também podem tentar um medicamento chamado isotretinoína. Você será observado enquanto estiver tomando este medicamento devido aos efeitos colaterais.
Mulheres grávidas não devem tomar isotretinoína, porque ele causa graves defeitos de nascença. As mulheres que tomam este medicamento devem usar dois métodos de contracepção antes de começar a tomar o medicamento. Você será observado pelo seu médico e fará exames de sangue regulares.

Expectativas

A acne geralmente desaparece após a adolescência, mas pode durar até a meia idade. A acne, em geral, responde bem ao tratamento depois de seis ou oito semanas, mas ataques podem ocorrer periodicamente.
Se a acne grave não for tratada, podem ocorrer muitas cicatrizes. Algumas pessoas, principalmente os adolescentes, podem ficam muito deprimidos se a acne não for tratada.

Sete bebidas para fazer a dieta funcionar melhor

E para beber? A pergunta sempre aparece quando você come fora de casa e, se for respondida com cuidado, dá uma mãozinha para a sua dieta funcionar. "Dispensar o refrigerante já é um bom começo, hidratação e nutrientes é possível conseguir com várias outras opções", afirma o nutrólogo José Alver Lara Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Confira a seguir os benefícios dessas bebidas e entenda como elas podem ser tão importantes quanto o que você coloca no prato.
Mulher colocando água no copo - Foto Getty Images

Água

"Beber água mineral é a melhor maneira de hidratar o corpo", afirma a nutricionista Amanda Epifanio Pereira, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), em São Paulo. Segundo a profissional, a água é essencial para a manutenção de todas as funções metabólicas e celulares do nosso organismo. Após a prática de atividades físicas, entretanto, a água de coco é mais recomendada por conter eletrólitos, como sódio e potássio, que são perdidos no suor.

A desidratação não se manifesta apenas por meio da sensação de sede. Até mesmo a pele fica mais seca e, assim, suscetível ao envelhecimento precoce. Resta, então, apenas uma dúvida: quanto beber? Embora a recomendação geral seja de dois litros por dia, um estudo publicado no British Medical Journal aponta que não é possível estabelecer uma medida igual para todas as pessoas. O ideal, portanto, é sempre carregar uma garrafinha na bolsa ou mochila e dar pequenos goles ao longo do dia.

Homem bebendo suco de laranja - Foto Getty Images

Sucos de frutas

Sucos de frutas naturais são excelentes fontes de vitaminas, antioxidantes, minerais e, é claro, água, segundo a nutricionista Tatiana Branco Barroso, da Nutri Action Assessoria Nutricional, em São Paulo. Certifique-se, apenas, de que eles são feitos na hora, pois a maior parte das vitaminas é solúvel em água, o que faz com que a bebida perca esses nutrientes em cerca de 30 minutos. Vale lembrar ainda que o suco não oferece o mesmo conteúdo de fibras que a fruta já que o bagaço costuma ser desprezado no preparo.

Por outro lado, os sucos têm a vantagem de permitir misturas. Com um pouco de criatividade, é possível criar combinações gostosas e com os mais variados nutrientes. O antioxidante hesperidina, presente no suco de laranja, por exemplo, melhora a função dos vasos sanguíneos, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. A descoberta foi apresentada na conferência anual da American Heart Association Basic Cardiovascular Sciences. O suco de beterraba, por sua vez, é rico em nitratos, que protegem o cérebro, prevenindo contra problemas de demência, aponta um estudo publicado no Oxide: Biology and Chemistry.

Mulher bebendo leite - Foto Getty Images

Leite

"O leite é nossa principal fonte de cálcio, elemento fundamental para a saúde dos ossos", afirma o nutrólogo José. O nutriente também é fundamental para o crescimento e desenvolvimento infantil, além dos movimentos de contração muscular e cardíaco. A carência de cálcio faz com que o organismo utilize o cálcio estocado nos ossos para suas funções vitais, favorecendo o desenvolvimento de doenças como a osteoporose.

E se você já considerou cortar laticínios da dieta para perder peso, saiba que o leite pode ajudar a controlar a balança e, se misturado com chocolate, até melhorar o desempenho durante a prática de exercícios físicos. Isso é o que atestam estudos publicados no Medicine and Science in Sport and Exercise e no Journal of Strength and Conditioning Research, respectivamente. Evite apenas consumi-lo junto com o café, recomenda o nutrólogo. "A cafeína impede a formação de substâncias essenciais para a absorção do cálcio", alerta.

Chá verde - Foto Getty Images

Chá verde

O chá verde é rico em antioxidantes que combatem radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular, e que previnem algumas doenças, como o câncer. O chá verde ainda é conhecido por ser uma bebida termogênica, ou seja, que acelera o metabolismo, aumentando o gasto calórico do corpo. Para obter esse benefício, entretanto, é necessário beber de cinco a 20 xícaras do chá por dia, sendo que a nutricionista Amanda Epifanio recomenda limitar seu consumo diário a, no máximo, 400 ml.

O chá verde ainda é rico em cafeína que, em excesso, pode causar enjoo ou dor de cabeça. Por isso, saiba como seu corpo reage à ingestão e aumente o consumo aos poucos. Um dos maiores benefícios da bebida, entretanto, é o poder de ajudar a reduzir o colesterol. Um estudo publicado no Journal of the American Dietetic Association descobriu que tanto o chá quanto as cápsulas da erva poderiam funcionar como aliados de quem se previne desse problema.

Chá mate- Foto Getty Images

Chá mate

De acordo com a nutricionista Tatiana, o chá mate é rico em vitamina E, vitaminas do complexo B, cálcio, magnésio, sódio e ferro. Só não exagere, pois ele contém cafeína que, em excesso, pode gerar irritabilidade e dificuldade de concentração. Limite seu consumo a, no máximo, três xícaras por dia. 

O consumo do chá mate ou do chimarrão, entretanto, deve estar sempre presente no cardápio de quem precisa controlar o colesterol. Um estudo feito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostrou que sua ingestão pode ajudar não só a diminuir os níveis de colesterol ruim (LDL), como ainda ajudam a aumentar as taxas de colesterol bom (HDL).

Homem tomando café - Foto Getty Images

Café

O café é uma bebida com zero caloria e conhecida por nos manter despertos e, por isso, é consumido sem qualquer moderação por muitas pessoas. "O problema é que o excesso da bebida promove efeitos contrários ao esperado, podendo atrapalhar a concentração e ainda elevar a pressão arterial e afetar os batimentos cardíacos", afirma o nutrólogo José.

Beber, no máximo, seis xícaras por dia, porém, pode trazer alguns benefícios. Isso porque a cafeína exerce um papel antioxidante no organismo, auxiliando na prevenção do envelhecimento e de doenças, como o câncer. Em um estudo publicado no The New England Journal of Medicine, o café ainda é ligado a um menor risco de morte. "O ideal é investir em grãos pouco torrados que preservam a maior parte dos seus nutrientes", afirma o especialista.

Vinho - Foto Getty Images

Vinho

O consumo de vinho é frequentemente associado a menor risco cardíaco, graças aos polifenois, fitoquímicos presentes na uva. A ingestão da bebida para prevenção ou tratamento, entretanto, não é recomendada por sociedades médicas brasileiras e nem mesmo pela American Heart Association. De acordo com a nutricionista Amanda, o mais indicado, portanto, é investir em frutas que tenham propriedades antioxidantes, que é o caso das frutas vermelhas.

Raiva: explodir ou guardar?

A raiva é um dos sentimentos mais comuns e também um dos mais negados e difíceis de lidar. Normalmente, as pessoas ficam entre dois extremos: extravasar a raiva ou contê-la. Mas nenhuma dessas duas alternativas deve ser seguida ao extremo, pois podem prejudicar a própria pessoa e abalar o relacionamento com outros. Entenda por que e saiba a melhor forma de lidar com essa situação. 

Sem controle

Extravasar a raiva sempre que ela surgir, como alguns aconselham, não é adequado e nem sábio. Isso pode até gerar um alívio momentâneo, mas, e depois? Grandes estragos são feitos nos relacionamentos em nome desse "extravaso". Uma palavra falada num tom agressivo, mesmo que num momento de raiva, pode estragar amizades e criar muitas barreiras. 
Existem alguns distúrbios psiquiátricos nos quais as pessoas não conseguem conter seus impulsos agressivos, é o caso do distúrbio explosivo intermitente, por exemplo. A pessoa não consegue controlar seus impulsos agressivos e tem momentos de explosões raivosas, destruindo objetos ou agredindo pessoas. Nesses casos, é preciso fazer tratamento psicoterápico e até medicamentoso para conseguir conviver em família e sociedade sem causar danos a si ou a terceiros. 
Infelizmente o que vemos é que grande parte das pessoas que agridem verbal ou fisicamente filhos, cônjuges, pais, amigos e conhecidos não possuem tal distúrbio. São pessoas que não aprenderam desde pequenos a lidar com as frustrações que fazem parte da vida e do convívio social. 

Sentimento sufocado

No outro extremo, estão pessoas que não conseguem expressar um mínimo de descontentamento ou raiva diante daquilo que as prejudica ou fere. Essas pessoas sofrem porque não querem ver o outro sofrer. Elas acreditam que dizer "não" e manifestar indignação ou raiva são atitudes que farão delas uma pessoa "má". Normalmente, essas pessoas buscam a psicoterapia porque se sentem sufocadas e têm dificuldade de reagir. 

"Se você fizer uma análise honesta sobre o que o deixou com raiva, encontrará uma tristeza por alguma perda, uma expectativa que não se concretizou, uma rejeição, uma mágoa e muitas outras coisas que nos entristecem."

Equilíbrio de forças

O difícil, mas não impossível, é encontrar um equilíbrio entre esses dois extremos. A raiva é um sentimento que tem sua função no psiquismo. Ela sinaliza que fomos injustiçados, traídos, rejeitados, caluniados... E por aí vai. Além disso, todo sentimento de raiva esconde uma tristeza por trás dele. É só você parar e pensar na última vez que sentiu raiva. Se você fizer uma análise honesta sobre o que o deixou com raiva, encontrará uma tristeza por alguma perda, uma expectativa que não se concretizou, uma rejeição, uma mágoa e muitas outras coisas que nos entristecem. 
É muito mais fácil reconhecer que estamos com raiva do que tristes. A raiva nos dá a sensação de sermos fortes e poderosos. Muitas pessoas acreditam que, se disserem que estão tristes, parecerão frágeis e vulneráveis perante os outros. No entanto, é preciso questionar essa crença. A nossa força não está na raiva, mas sim na coragem de tomar consciência dos próprios sentimentos e daquilo que nos faz sofrer e, se possível, encontrar um jeito de lidar com isso. 
É claro que existem muitas situações que são de extrema violência ou abuso contra nós ou contra outros que merecem a nossa explosão. A maioria das questões que vivemos no cotidiano, porém, poderia ser resolvida de forma mais construtiva, ouvindo a tristeza que está por trás da nossa raiva. 
Embora seja difícil, esse exercício favorece os relacionamentos. Se conseguirmos falar para o outro o que nos deixou triste e que não queremos mais que aquilo aconteça, em vez de explodir e colocar para for a toda a nossa raiva, evitaríamos muitos rompimentos, mal entendidos e distanciamentos nos relacionamentos.